Coral Vivo: A Cor Da Alegria E Do Otimismo – Dicas

Na semana passada, fiz uma viagem nostálgica à Suécia. Fui apenas a São Paulo, onde conversei com o embaixador que deixava o cargo e empresários da Câmara de Comércio Sueco-Brasileira. Lembrei-me da Suécia que deixei e me descreveram a atual. Eles passaram bem todos estes anos, essencialmente após a instabilidade de 2008. Há novos problemas, como o desenvolvimento do partido da direita e diante do desenvolvimento da presença estrangeira.

Já intuía este defeito; na verdade, o menciono no primeiro parágrafo de um livro sobre o exílio. Ajustaram a Previdência, e podem se conceder ao luxo de discutir uma lei que pune o dono que abandona o cachorro sozinho após mais de cinco horas. Aqui, depois do caso Neymar, surgiam a invasão do telefone de Sergio Moro e o ataque geral aos procuradores da Lava-Jato. Escrevi a respeito consequências políticas e jurídicas no artigo de encerramento de semana.

Ainda no ritmo nostálgico da conversa com os suecos, gostaria de avançar: o mundo mudou, ganhamos muito com a revolução digital no entanto, ao mesmo tempo, ficamos vulneráveis. Se um hacker invade telefone de autoridades e de uma sofisticada operação policial, o que não poderá fazer com pessoas que não se preocupam com segurança? As pessoas comuns que trocam mensagens familiares, dizem várias bobagens — no final das contas, temos justo a uma cota de chatisse — não têm interesse público. A divulgação provocaria sorrisos ou condolência pelas nossas problemas cotidianas.

  • Venda sites
  • Trabalhar em agências ou empresas? Conheça as características de cada uma
  • LEI ORGÂNICA
  • Loja Comprou Molho de CHURRASCO
  • As tendências saem das passarelas para as lojas em um piscar de olhos
  • Compre mais do que você deve
  • 12- Revestimento de pastilhas com tons neutros

Mas suas intenções de consumo e outros hábitos prontamente são monitorados com a assistência da inteligência artificial. A vulnerabilidade é assustadora, pelo motivo de o hacker sequestra tua identidade virtual. Pode, a título de exemplo, digitar barbaridades como se fosse você. E num universo de linchamento eletrônico, não há tempo pra defesa. Não estamos de fato sós.

Isso é uma perda em relação ao passado. E nos remete a outra vulnerabilidade: o que é justificado ou não num tempo de fake news? A fronteira podes se suprimir? De um modo geral, existe uma tendência negativa que descarta a importancia desta pergunta e passa agora a outra: não importa se a notícia é verdadeira ou não, e sim como aproveitá-la.

Moro e os procuradores admitem que foram hackeados. Se fossem pessoas comuns, poderiam oferecer de ombros. Foi um crime, não se responde à devassa da intimidade. Em algumas palavras: não é da tua conta. Porém, com pessoas públicas, a execução é desigual. É natural que elas determinem investigação severa. E seria natural que houvesse no Brasil uma discussão sobre a vulnerabilidade cibernética do estado. Mas necessitam também ceder tua versão dos detalhes. Colocar as frases soltas no fato, desconsiderar as fake news que surgiram pela rede, enfim, fazer o debate que a invasão traz: a questão da imparcialidade. Embora com regras diferentes, é um conteúdo comum a juízes e jornalistas.

The Intercept Brasil apresentou algumas frases que salientam a proximidade entre Moro e Dallagnol, juiz e procurador. Juristas condenam isso. Embora aconteça muito no dia-a-dia do duelo ao crime comum, a título de exemplo. Um juiz teme muito mais favorecer, pela inércia, a uma organização criminosa do que à promotoria. Quando se trata de política, outra vez, o tema ganha nova iluminação. The Intercept apresentou frases que realmente necessitam ser discutidas. Mas a questão da imparcialidade é tão delicada que o próprio Moro e os promotores acusam o site de não os terem ouvido. Argumento contrário: eram muito poderosos e poderiam sufocar o caso. Jornalistas resguardam o anonimato de tua referência. The Intercept diz que a referência foi protegida por algumas semanas.

É um sinal de proximidade. Há uma diferença entre defender a fonte e socorrer só seu anonimato. Nós nos movemos num mundo imperfeito, às vezes ressaltando nossas qualidades, às vezes diminuindo a do oponente. Isso ficaria claro se todos os telefones fossem invadidos. Gilmar Mendes, por exemplo, achou um escândalo a ligação de proximidade entre Moro e Dallagnol, procurador da Lava-Jato. Mas se esquece de que também foram vazadas conversas tuas com Aécio e com o governador do Mato Grosso que estava pra ser preso.