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O aposentado do INSS Pedro de Oliveira Santos, 65 anos, morador de Vila Isabel, não tinha ideia do tamanho do aborrecimento que enfrentaria depois de solicitar empréstimo consignado em um escritório no Centro, em agosto. “No ano anterior precisei de um empréstimo e fui a um agente autorizado na Rodovia Senador Dantas, no Centro da cidade, levei os documentos, assinei os papeis. Saiu tudo certinho”, conta o aposentado, que passou a ver os descontos mensais. https://www.tribal.mx , no mês seguinte, ele percebeu um valor maior no débito mensal da aposentadoria.

“Vi o desconto, todavia deixei como estava”, conta. “Em dezembro veio um novo débito. Foi quando decidi deslocar-se a um posto do INSS solicitar um extrato de empréstimo consignado e localizei 2 empréstimos e uma renegociação de dívida que eu não fiz”, diz. 1,5 mil em um banco que “não se sabe onde o dinheiro foi parar” e uma renegociação de dívida, no mesmo banco, cujo valor não foi informado.

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“Dei cota na delegacia e nesta hora irei mover ação na Justiça contra essas organizações que liberaram dinheiro em meu nome”, admite. Procuradas as corporações não se pronunciaram até o fechamento desta edição. Novas medidas devem ser tomadas para evitar desabar nesta “roubada”. Investigar as cobranças é a principal orientação do advogado Herbert Alencar. “Existem aposentados que são descontados e nem sequer sabem”, reconhece. Caso desconfie da cobrança, o advogado orienta a solicitar na agência do INSS um formulário pra consultar empréstimos consignados.

“De posse deste formulário o aposentado saberá qual empréstimo foi autorizado, os dados são detalhadas com data, valor e parcelas a debitar”, diz Alencar. O centro principal das quadrilhas costumam ser servidores e beneficiários do INSS. https://www.tribal.mx , a rigor, ninguém está livre de sofrer um golpe, basta que as informações pessoais caiam em mãos erradas.

São várias as histórias de idosos que passaram a arcar com descontos em seus proveitos do INSS pro pagamento de empréstimos consignados que nunca fizeram, como no caso do aposentado Pedro de Oliveira Santos. E o perfil das vítimas não é por sorte, segundo autoridades policiais. Servidores públicos têm estabilidade no emprego e (normalmente) recebem em dia, o que faz deles compradores em potencial.

Aposentados e pensionistas do INSS também recebem pontualmente. Por conta disso a liberação do empréstimo é feita com facilidade. No caso específico das fraudes envolvendo aposentados e pensionistas do INSS, o órgão reconhece a dificuldade e alega que toma providências próximo à Polícia Federal e ao Ministério Público para distinguir origem, autoria e a comercialização dos cadastros. Especialistas recomendam ter cautela com fatos pessoais. “Não passe infos como identidade, CPF, número da conta bancária, endereço residencial e número do benefício do INSS para estranhos, principalmente por telefone ou internet”, diz Herbert Alencar.

Bancos e corporações públicas não solicitam dados por telefone ou e-mail. O Banco do Brasil, a título de exemplo, informa ao cliente que não envia SMS ou e-mail. Se receber estas mensagens tem que direcionar para abuse@bb.com.br. Prontamente a Caixa orienta os clientes a não compartilharem detalhes com terceiros. Em caso de perda ou roubo de documentos, é dever de qualquer cidadão fazer registro de circunstância. Bem como é aconselhável informar o episódio a órgãos de proteção ao crédito (SPC e Serasa) para se precaver em caso de Origem caírem em mãos erradas, orienta a Delegacia do Comprador. Impeça recorrer a intermediários no momento em que quiser fazer empréstimo consignado. Caso precise desta modalidade de crédito é possível buscar o banco diretamente, sem ter necessidade de de intermediário.

Especialistas em Certo do Consumidor alertam que várias vezes essas corporações e representantes conveniados a bancos podem não ser de fato conveniados. Caso seja primordial recorrer a um desses correspondentes bancários, é fundamental ver antes se as organizações são idôneas e se o vínculo com o banco de fato existe. Servidores públicos e beneficiários do INSS necessitam se certificar de quais são os bancos conveniados ao seu órgão.

Acompanhe a própria movimentação bancária, olha aqui . Há relatos de consumidores que ficaram meses pagando empréstimos que foram pegos em teu nome de modo fraudulenta. Ao se constatar cada anomalia, o primeiro passo é encaminhar-se à polícia, fazer registro de ocorrência e comparecer ao banco onde o empréstimo foi feito.

O aposentado também poderá formalizar reclamação em órgão de Defesa do Comprador, como o Procon Carioca e Procon-RJ. O aposentado que desconfiar ter sido vítima de fraude tem que retirar o extrato do privilégio no website da Previdência e acompanhá-lo para ver se há desconto indevido. Isto por causa de o contracheque oficial discrimina todas as movimentações, ao contrário do extrato bancário.